Como contei no último post, ia
para a 4ª sessão e foi à última com o medicamento Caelyx – o tal “vermelhinho” (associado ao Genuxal, outro quimioterápico). Porém, este que usei foi uma forma
mais evoluída e mais moderna da mesma medicação que havia usado da primeira
vez. Como fui submetida à antraciclina convencional em dose máxima
anteriormente, desta vez ela teve de ser substituída pela antraciclina
lipossomal. Essa droga tem os efeitos colaterais bem mais “tranqüilos” (ou
menos piores) que a primeira citada. Nem se comparara o que senti da primeira
vez com esta agora. Apesar de não ser nada bom. Um dos benefícios do Caelyx é que não tem alopecia, a queda
dos cabelos. Porém, depois desses quatro ciclos iniciais ainda tem mais 12 sessões
de taxol, o segundo medicamento que
estou usando. De todos os efeitos colaterais que o taxol pode oferecer talvez o mais difícil (pelo o menos para
mulheres que gostam de ter cabelos), seja a alopecia.

Antes de iniciar o taxol, cortei
os cabelos na altura do pescoço, para poder gerenciar melhor a queda e ser
menos “doloroso”. Porque sim! O cabelo importa sim! Já fui careca uma vez,
gostei de usar lenços variados, andar careca, me sentir “mais livre”, foi
diferente, por vezes divertido, por vezes triste, mas não gostaria de passar
por isso de novo. Mas se tiver que passar, vamos lá, vai passar, é só uma fase.
Por enquanto, vou continuar usando a touca, lavo o cabelo umas duas vezes na
semana, penteio pouco, não uso secador, e depois, vamos avaliar o seu resultado.
A sobrancelha, que já não quase existia desde a primeira vez (fiz tatuagem
definitiva), os fios que restaram estão sumindo e até a tatuagem parece estar
falha em alguns pontos. Já estou pesquisando aonde retocar. A sobrancelha muda
o rosto. É melhor ter uma!
Na primeira fase (com o Caelyx de 21 em 21 dias) tomei algumas medicações para
enjôo e estômago (e outras coisinhas) durante e depois das químios, mas na fase
taxol (semanal, com uma folga depois de 3 semanas) só uso medicações durante a
sessão de QT. O bom é que tem uma que dá um sono gostoso, que apesar da touca
dar uma acordada na gente, ainda dá pra relaxar, tirar um cochilo.
Apesar de estar sendo submetida
ao dobro de químios da primeira vez (dessa vez 16 no total), os efeitos colaterais
estão realmente mais amenos e mais suportáveis. Não gosto de ficar falando de
sintomas, mas para poder compartilhar e trocar experiências com quem está
passando pelo mesmo problema, acho bom comentar. Sinto geralmente uma sensação
de esquisitice que é difícil de explicar, até agora um pouco de cansaço nessa
fase mais recente, algumas dores musculares (nas costas principalmente), tive
mucosite (aftas), dor de cabeça, manchas e descamação da pele, sensação de
paladar alterado e gosto ruim na boca nos primeiros dias após a aplicação, além
da sensação de remédio no corpo (essa já deve ser coisa minha), leve
neutropenia e leucopenia, e uma levíssima anemia (essas últimas são normais
para quem faz químios). Nesta fase a imunidade tem altos e baixos e aumenta o
risco de se contrair infecções, por isso, é importante se preservar e ficar
quietinha, longe de aglomerações e lugares fechados principalmente. As minhas
veias também estão precisando de cuidados especiais, pois como só posso usar o
braço esquerdo (no direito fiz esvaziamento axilar) o coitadinho está ficando
bem “detonadinho”, tive flebite, asclerose e cada vez está mais difícil achar um acesso de primeira, mas estou cuidando agora com
algumas compressas diárias de infusão de flor de camomila e exercícios com
aquelas bolinhas para apertar. Eu não poderia deixar de citar
a chata da menopausa (temporária, assim espero), que me trouxe novamente as
ondas de calor, sudorese noturna e outras chatices.
Dessa vez a ideia era falar sobre
as químios, reações e a touca principalmente, mas já estou preparando um novo
post mais reflexivo...rsrs.
A primeira foto foi durante a primeira químio com o Caelyx e antes de eu cortar os cabelos (eu e mami). Na segunda estou usando a touca hipotérmica que está enrolada com uma faixa para fixar melhor no couro cabeludo.
No mais, é
vida que segue...
Abaixo seguem links de algumas
reportagens sobre a touca hipotérmica: