segunda-feira, 6 de julho de 2015

Aniversário e fim das químios (parte II)




Há 11 dias fiz aniversário. 36 anos. Para mim o dia do aniversário significa que você está entrando em um novo ano, um ano seu. Portanto, é um dia de transição, de reflexão, de renovação. Eu penso assim e adoro o dia do meu aniversário. Alguns dos meus últimos vêm sido acompanhados de surpresas. Na verdade não somente o dia, mas os que giram em torno do “meu dia especial”. Há seis anos atrás fiz a cirurgia de mastectomia e fiquei noiva. Nos outros anos fui parabenizada com exames de controle sempre nessas datas, por coincidência. E agora, em 2015, comemorei, além do meu aniversário, o fim das químios. Foi comemoração dupla.
  
Falei “parte II” no título deste post, pois já comemorei o fim das químios uma vez, e achei que fosse pra sempre. Porém, o destino me reservou mais algumas. Foi difícil de novo, foi desafiante de novo, foi amadurecedor. Mas passou! Agora só me resta me livrar fisicamente dos 4 kg que ganhei, pintar os cabelos brancos, esperar os outros 50% crescerem de novo (vou cortar os cabelos mais um pouco para ajudar nesse processo), esperar a menopausa e seus efeitos indesejáveis passarem, cuidar da minha pele, de mim, do psicológico todo dia e seguir em frente. Vou partir para os exames e vamos analisar a possibilidade de radioterapia novamente.

No momento, o sentimento é de gratidão. A ideia é superar as dificuldades com força, fé e resignação.

Ganhei festa surpresa da equipe de oncologia do hospital, junto com minha médica linda. Minhas parceiras, mamãe e irmã Débora também estavam presentes. Fiquei  muito feliz com a minha festinha surpresa que teve comemoração dupla. Agradecemos todos com uma cesta deliciosa cheia de guloseimas. Todos são especiais.


Depois comemorei meu niver com um jantar especial e minha família linda!


Aqui, estou querendo mostrar como ficou o meu cabelo, depois de 12 sessões de taxol e usando a touca hipotérmica. Falho, ralo, branco, mas têm cabelo!

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Refletindo a recidiva


Então. Tem horas que a gente precisa refletir.

Como estou lidando com tudo isso?

Confesso que em certos momentos, pensei: “Não acredito! Essa merda de novo! Sou eu mesma? Sério? Câncer? De novo? Ãh?”. Deu-me certa aflição de pensar em viver tudo de novo.  Questões como será que meu cabelo vai cair, se vou engordar, se vou ficar “louca” de novo, entre outras, ficam rondando a nossa mente por um bom tempo.
Como marinheira de primeira viagem, em certos momentos tive medo do que poderia enfrentar, mesmo sem saber ao certo o que viria pela frente. Agora, no segundo diagnóstico, cheguei a ter pena de mim mesma e o medo aumentou, pois dessa vez, sabia exatamente com “quem” estava lidando. Nessa nova jornada bateu um frio na barriga. Desde que me descobri doente pela primeira vez, leio, estudo, tento saber ao máximo tudo relacionado ao câncer, gosto de estar bem informada e acaba que nos tornamos quase “especialistas” no assunto. Hoje já conheço a doença, já convivi com ela, já conheço o meu corpo, sei os meus limites, aprendi (ou não..rs) a lidar com meu psicológico e a respeitá-lo. Tento ser calma, fazer tudo no meu tempo e respeito os meus limites e desejos.

O que eu aprendi até agora?

Aprendi que ter paciência é a chave para o sucesso. E que a ansiedade é nossa inimiga número um, pois é ela que te agonia, que te faz acelerar as coisas, que faz com que você queira passar por tudo isso logo, acabar finalmente os tratamentos, e assim ela vai, te atropelando. Dessa vez estou tentando trabalhar bem a ansiedade, aliás, acho que comecei a aprender a lidar com ela há cerca de 6 anos atrás, e hoje, posso dizer que tento controlá-la ao máximo.
Aprendi também a me respeitar acima de tudo.  Aprendi a ouvir o meu silêncio, o silêncio da minha alma, do meu interior, da minha paz interior. O silêncio interior gera o sentimento de confiança, equilíbrio e de paz, que só pode ser encontrada no interior de cada um de nós. Eu preciso do silêncio comigo mesma. Este é meu câncer, meu carma, minha vida, minhas descobertas, meu momento de crescer e aprender, minha evolução pessoal, meu momento de reflexão, superação e renovação, meu momento de ter mais fé e ser mais forte. É difícil explicar o que estou passando ou sentindo. Uma hora você está feliz, meia-hora depois triste, depois chora, depois ri. A gente vive em altos e baixos, dias bons e dias ruins. Há dias que não se tem vontade de dizer uma palavra, ou ver ninguém, nem se olhar no espelho. E eu me respeito.
Desta vez quis ficar mais reservada, viver o que eu tinha que viver comigo mesma. Resolvi me preservar mais e não expor para muitos o retorno da minha doença. Porém, agora, me sinto mais à vontade em lidar com a situação e acredito que a informação deve ser passada, para principalmente, alertar mais mulheres sobre o câncer de mama e o risco de recidivas. Quanto mais a notícia corre, mais pessoas podem se prevenir desse mal.
Aprendi que a família é nosso maior tesouro. São eles que estão ali do seu lado, dia e noite, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Não tenho palavras para expressar meu sentimento de gratidão e alegria ao ter meu marido, meus pais e irmãos ao meu lado sempre, todos se revezando para estarem comigo nos pós-químios, mudando suas rotinas. E aproveito para agradecer também o carinho e preocupação de minhas tias e primas em especial, que não deixaram de enviar palavras de apoio e carinho, além de algumas pessoas amigas e parentes muito queridos.
Aprendi que existe amor ao próximo. Aprendi que existem pessoas que nem te conhecem ou que acabaram de te conhecer, e que, com o coração cheio de amor, fazem orações, desejam e nos oferecem suas melhores energias, e ainda nos presenteiam com gestos e palavras de carinho, demonstrando que ainda existe amor no mundo.
Aprendi também que tudo passa. Que os momentos ruins vão virar momentos de aprendizagem e os bons virarão boas lembranças. E que por mais que esteja difícil hoje, amanhã pode ser melhor. Vamos dar tempo ao tempo.
Aprendi que temos o livre arbítrio todos os dias e que podemos escolher sofrer com a dor ou sentir dor sem sofrer. Pois “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”. Escolhi não sofrer. Mas tem dias que eu digo sim: FODA-SE! Vou gritar, vou chorar e FO-DA-SE!
Aprendi a me desprender de coisas e pessoas que não me acrescentam, a me aborrecer menos e viver mais. Viver o que eu gosto de viver, curtir quem eu amo e o que amo, fazer as coisas que eu mais gosto na vida. Pois já temos muitos problemas que não podemos escolher viver, o que se resume naquela velha frase: “o segredo da felicidade é escolher a comédia e largar o drama”. O drama já existe, não? Então, vamos sorrir!

Conselho para evitar uma recidiva?

Tenha atenção! A qualquer sinal diferente em seu corpo, procure seu médico. Nódulo sólido, como no meu caso, principalmente. Procure verificar o que está diferente no seu corpo e investigue sempre. Se eu pudesse voltar um pouco, talvez tivesse pedido para minha mastologista retirar o nódulo enquanto ele ainda era suspeito de ser apenas um lipoma. Não sei se adiantaria alguma coisa, mas temos que correr antes dele. E não podemos esquecer que cada caso é um caso. Então, apenas fiquem de olho atento!

Por enquanto, sigo para minha última químio (12ª de taxol), que vem de presente de aniversário, dois dias antes de eu completar meus 36 anos. Ainda vai ter radioterapia e hormonioterapia. Mas acho que de químio, tá bom, né?
Ainda continuo odiando a touca hipotérmica, mas não dá pra desistir no final, os primeiros cinco minutos de dor passam rápido e está valendo à pena no sentido de que ainda tenho uns 50% fios de cabelo na cabeça. E ainda é melhor deixar o cabelo encher (ter volume) novamente do que deixar crescer a partir de uma cabeça careca. Mas se você não está a fim de se sentir incomodada durante as químios, não liga tanto assim para os cabelos, vai agüentar ver o cabelo crescer ou se quiser se sentir mais livre, não use a touca. Mas se você não quiser ficar careca e acha que suporta tranquilamente estes minutinhos de incômodo durante as sessões, use a touca. Eu recomendo.

Nas fotos estou usando a touca durante a QT, ganhando beijo da mami, depois mostro como a touca fica congelada e como está meu cabelo molhado em cima. Inclusive já está mais ralo que isso, e branco, cheio de fios brancos.

Por aqui continuamos em busca de paz, de uma vida mais saudável e ao mesmo tempo sustentável, para ter mais saúde e viver mais. No mais, ando muito cansada. Mas sei que passa. Vou respeitar meu tempo.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

E as químios continuam...


Como contei no último post, ia para a 4ª sessão e foi à última com o medicamento Caelyx – o tal “vermelhinho” (associado ao Genuxal, outro quimioterápico). Porém, este que usei foi uma forma mais evoluída e mais moderna da mesma medicação que havia usado da primeira vez. Como fui submetida à antraciclina convencional em dose máxima anteriormente, desta vez ela teve de ser substituída pela antraciclina lipossomal. Essa droga tem os efeitos colaterais bem mais “tranqüilos” (ou menos piores) que a primeira citada. Nem se comparara o que senti da primeira vez com esta agora. Apesar de não ser nada bom. Um dos benefícios do Caelyx é que não tem alopecia, a queda dos cabelos. Porém, depois desses quatro ciclos iniciais ainda tem mais 12 sessões de taxol, o segundo medicamento que estou usando. De todos os efeitos colaterais que o taxol pode oferecer talvez o mais difícil (pelo o menos para mulheres que gostam de ter cabelos), seja a alopecia.

Mas como sempre há uma luz no fim do túnel, nos últimos anos foi desenvolvida uma TOUCA HIPOTÉRMICA composta de hidrogel que reduz a queda do cabelo em pacientes que estão em quimioterapia. A touca é congelada em baixas temperaturas e colocada no paciente 15 minutos antes e durante a medicação. Ela resfria o couro cabeludo, diminuindo a circulação sanguínea no local, restringindo a passagem do medicamento aos folículos pilosos, e assim, reduzindo a queda capilar. Essa touca vêm apresentando ótimos resultados, mas ainda há muitos estudos sendo realizados para avaliar a sua eficácia. Os especialistas recomendam alguns cuidados durante seu uso, como: molhar o couro cabeludo antes de usá-la, trocá-la de 30 em 30 minutos aproximadamente para que o couro continue resfriado por toda a sessão de químio, deixar 15 minutos a mais após acabar a medicação (este último descobri só agora pesquisando e nunca fiquei esse tempo depois) e após seu uso evitar lavar, usar secador, amarrar e escovar os cabelos, o que faz sentido, já que cada vez que praticamos algum desses atos, o cabelo cai consideravelmente, ou pelo menos comigo está sendo assim.  Estou usando a touca nas sessões de taxol, apesar de ainda estar avaliando seus benefícios, posso dizer que meu cabelo está bastante ralo, caindo gradativamente, diferente da primeira vez, que caiu praticamente todo em uma semana. Acredito que a touca esteja segurando realmente a maior parte do meu cabelo, pois no meu caso, houve redução da queda, está muito ralo, acredito que perdi cerca de 40%, tanto que acho que em breve vou aderir os lenços e chapéus novamente. Como ainda estou na 6ª sessão de taxol, ainda não sei como ficarão meus cabelos até acabarem as químios. Não gosto daquela aparência de cabelo muito ralo, com falhas no couro cabeludo, pois fica estranha, com “cara de câncer” (quem gosta?). Ainda ando me questionando se prefiro ficar careca de uma vez ou se agüento fios caindo no banho, na escova, no travesseiro, na comida. E o pior é que os primeiros cinco minutos com essa touca são os piores, pois congela mesmo a cabeça, parece queimar o couro cabeludo e nesses minutos dá vontade de desistir. Choro toda vez. Depois passa e parece que anestesia tudo e você consegue suportar. Daí, depois de meia-hora vem outra touca e começa tudo de novo. Também há o incômodo de já estar fazendo químio e ficar com uma touca igual um capacete pesado na cabeça. Um saco - é a verdade! O problema de ser careca de novo é que também é um saco esperar até que os cabelos tomem forma e cresçam “bonitinhos”. Se deixar o cabelo ficar ralo eles podem crescer e endireitar mais rápido, mas as toucas seriam necessárias até chegar nesse dia. Então, se quiser continuar com os cabelos, força na peruca, ou melhor, força no couro cabeludo..rs!

Antes de iniciar o taxol, cortei os cabelos na altura do pescoço, para poder gerenciar melhor a queda e ser menos “doloroso”. Porque sim! O cabelo importa sim! Já fui careca uma vez, gostei de usar lenços variados, andar careca, me sentir “mais livre”, foi diferente, por vezes divertido, por vezes triste, mas não gostaria de passar por isso de novo. Mas se tiver que passar, vamos lá, vai passar, é só uma fase. Por enquanto, vou continuar usando a touca, lavo o cabelo umas duas vezes na semana, penteio pouco, não uso secador, e depois, vamos avaliar o seu resultado. A sobrancelha, que já não quase existia desde a primeira vez (fiz tatuagem definitiva), os fios que restaram estão sumindo e até a tatuagem parece estar falha em alguns pontos. Já estou pesquisando aonde retocar. A sobrancelha muda o rosto. É melhor ter uma!

Na primeira fase (com o Caelyx de 21 em 21 dias) tomei algumas medicações para enjôo e estômago (e outras coisinhas) durante e depois das químios, mas na fase taxol (semanal, com uma folga depois de 3 semanas) só uso medicações durante a sessão de QT. O bom é que tem uma que dá um sono gostoso, que apesar da touca dar uma acordada na gente, ainda dá pra relaxar, tirar um cochilo.

Apesar de estar sendo submetida ao dobro de químios da primeira vez (dessa vez 16 no total), os efeitos colaterais estão realmente mais amenos e mais suportáveis. Não gosto de ficar falando de sintomas, mas para poder compartilhar e trocar experiências com quem está passando pelo mesmo problema, acho bom comentar. Sinto geralmente uma sensação de esquisitice que é difícil de explicar, até agora um pouco de cansaço nessa fase mais recente, algumas dores musculares (nas costas principalmente), tive mucosite (aftas), dor de cabeça, manchas e descamação da pele, sensação de paladar alterado e gosto ruim na boca nos primeiros dias após a aplicação, além da sensação de remédio no corpo (essa já deve ser coisa minha), leve neutropenia e leucopenia, e uma levíssima anemia (essas últimas são normais para quem faz químios). Nesta fase a imunidade tem altos e baixos e aumenta o risco de se contrair infecções, por isso, é importante se preservar e ficar quietinha, longe de aglomerações e lugares fechados principalmente. As minhas veias também estão precisando de cuidados especiais, pois como só posso usar o braço esquerdo (no direito fiz esvaziamento axilar) o coitadinho está ficando bem “detonadinho”, tive flebite, asclerose e cada vez está mais difícil achar um acesso de primeira, mas estou cuidando agora com algumas compressas diárias de infusão de flor de camomila e exercícios com aquelas bolinhas para apertar. Eu não poderia deixar de citar a chata da menopausa (temporária, assim espero), que me trouxe novamente as ondas de calor, sudorese noturna e outras chatices.

Dessa vez a ideia era falar sobre as químios, reações e a touca principalmente, mas já estou preparando um novo post mais reflexivo...rsrs.

A primeira foto foi durante a primeira químio com o Caelyx e antes de eu cortar os cabelos (eu e mami). Na segunda estou usando a touca hipotérmica que está enrolada com uma faixa para fixar melhor no couro cabeludo.

No mais, é vida que segue...  
                                                                                                
Abaixo seguem links de algumas reportagens sobre a touca hipotérmica:





quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

5 anos depois...uma recidiva


Pois é! 5 anos depois, uma recidiva.

Vou contar tudo...

Na verdade, notei um carocinho pequenino, palpável, bastante firme localizado na mama mastectomizada em meados de março. Para ser mais exata, o nódulo estava bem no limite da cirurgia de mastectomia. Fizemos uma ecografia que sugeriu um lipoma localizado às 10 horas na região subcutânea da mama direita. O lipoma seria um acúmulo de tecido adiposo, caracterizado como uma alteração benigna, comum em áreas que sofreram com cirurgias. Três meses depois, partimos para a ressonância das mamas. Nada foi visto. Nem ao menos o carocinho que eu sentia quando apalpava a área. Por isso a importância de se fazer vários exames diferentes de imagens, pois o que um não vê, o outro pode ver. E ele ficou lá até setembro, quando notamos um pequeno crescimento e fomos tirar a prova com mais uma ecografia, juntamente com a mamografia. Na primeira, BI-RADS US 4B, e na segunda, BI-RADS US 4C, ou seja, os dois com suspeita de malignidade. Foi difícil detectá-lo na mamografia, mas depois de muita “manobra” conseguimos achá-lo e ver que realmente havia modificado de tamanho.

Fizemos a excisão cirúrgica no dia 15 de outubro, com anestesia local e sedativo, saí no mesmo dia. No outro dia, meu maridinho também foi submetido a uma cirurgia no joelho esquerdo da qual teve que reconstruir o ligamento cruzado anterior, fazer uma artroscopia no menisco e ainda uma raspagem na cartilagem. Em casa era um ajudando o outro. Eu não podia mexer o braço e ele a perna..rs.

Alguns dias depois minha mastologista me ligou me contando sobre o diagnóstico. O que eu temia estava acontecendo: uma recidiva. O anatomopatológico indicou Carcinoma ductal infiltrante de alto grau (grau 3 de nottingham). Fiquei meio absorta por alguns segundos e logo desabei para o meu marido que estava olhando pra mim enquanto eu falava com ela ao telefone. O susto passou logo. Depois veio um medo. Medo do que estava por vir, do incerto, de metástase, de sei lá o quê, de estar acontecendo de novo, da morte... sim! Pela primeira vez senti um frio na barriga em pensar que é assim que essa doença faz. Ela nos pega sempre “desprevenidos” (claro! Ninguém está preparado nunca. Nem para um primeiro e nem para um segundo, terceiro, quarto diagnósticos...), surge em algum lugar dentro do seu corpo, depois vai se espalhando e um dia ele (o corpo) não agüenta. Aí você deixa para trás sonhos, amores, saudades, vazios. Dessa vez senti este medo. Pois isso quer dizer que existe um monstrinho pronto para explodir dentro de mim, ou seja, essa predisposição genética a desenvolver o câncer existe, de fato, em mim.

Sempre me preocupei muito com a mama esquerda, a mama sadia, pois vira e mexe aparece algo suspeito por lá. Porém, o bichinho estava escondido era na direita mesmo. A recidiva foi local, surgiu no mesmo local de origem. A mama mastectomizada nunca é 100% removida e algumas células podem ter sido liberadas no tumor primário.

Na oncologista, conversamos sobre o tratamento. Da primeira vez, meu tumor foi classificado como – triplo negativo (ou basal-símile) – tipo de tumor que é normalmente agressivo, não é receptor de estrogênio e de progesterona, e negativo a proteína HER2. Por este motivo é um tipo de tumor que não se conhece bem, não se sabe ao certo como ele agirá e como responderá aos tratamentos. Desta vez, as características do novo tumor eram diferentes. Deu positivo para os receptores hormonais, sendo neste caso, considerado o subtipo molecular – luminal B. 

A partir desses dados pode-se começar definir um tratamento, porém, por diversos motivos, a quimioterapia ainda não estava definida no meu tratamento e por recomendação médica, optamos por fazer um teste chamado ONCOTYPE DX. Este teste de expressão gênica é realizado somente nos Estados Unidos (o material é enviado ao laboratório por meio de representantes aqui no Brasil) e consegue avaliar 21 genes relacionados ao crescimento e proliferação dos tumores de mama. Ele é utilizado principalmente para orientar a tomada de decisão em relação ao tratamento quimioterápico, além de avaliar a probabilidade de recidiva em aproximadamente dez anos. Demoramos um pouco para levantar a grana ($ 4.610,00 – cerca de R$ 12.000,00) para realizar o teste, que com ajuda da minha família (tias, tios, primos e primas – que me fizeram uma surpresa arrecadando entre eles a metade do valor) foi bem mais rápido. Mas o que demorou mesmo foi a burocracia para se fazer uma transferência bancária internacional... aff...

O resultado do meu teste não foi dos melhores. Ele revelou que possuo 37% de risco de recidiva e ainda estou incluída no grupo de alto risco. A boa notícia é que o teste mostra um bom prognóstico após o tratamento de quimioterapia associado ao uso do tamoxifeno (hormonioterapia), do qual essa taxa cai para cerca de 10%.

Já iniciei os ciclos de quimioterapia, até o momento já fiz três sessões e já temos uma quarta marcada (19/02/15). No meio disso tudo ainda tive que travar uma pequena batalha judicial com meu plano de saúde (SulAmérica – falo mesmo!) que por meio de uma liminar consegui continuar o tratamento recomendado pela médica. Absurdo! Tentaram cancelar parcialmente meus medicamentos com a alegação de que não tinham indicação para minha patologia. Hahaha... Como assim? Não tem indicação? Oi? Onde os médicos da SulAmérica estão fazendo esses estudos? Nem acreditei direito, parece absurdo, e é. Passei um dia inteiro na Defensoria Pública, foi cansativo, tive total apoio e auxílio dos meus primos advogados e graças a Deus deu tudo certo.

Agora vamos esperar as químios acabarem, seguir para rádio (que depende da avaliação do radioterapeuta ainda, pois não se pode fazer rádio no mesmo local duas vezes) e tratamento hormonal com o tamoxifeno. Fiz um PET-CT (corpo zerado, amém!), outra biópsia guiada (mamotomia) por ressonância na mama esquerda (temos que continuar de olho nela também), ecografias e tomografias.
E assim a vida segue, ela não pode parar. Vamos apenas incluir o tratamento na vida diária e seguir em frente. Os planos e sonhos continuam e estou correndo atrás deles. Sou muito grata a Vida pelos ensinamentos diários, a Deus por me permitir vivê-la e estar aprendendo. Sou grata ao meu maridinho lindo que está sempre ao meu lado em todos os momentos (meu amor, meu cúmplice, meu parceiro, que a cada dia que passa fico mais apaixonada e mais feliz ao seu lado), a minha família – meu pai, minha mãe (minha companheira de todas as horas) meus irmãos, que se desdobram para me auxiliarem, me apoiarem e me deixarem tranqüila – as minhas tias, tios, primas e primos que não medem esforços para me verem feliz e curada, toda hora demonstrando apoio e carinho – minha vovozinha sempre cuidadosa e preocupada – e as minhas amigas e amigos, que são poucos, mas verdadeiros.


Eu e maridinho estamos morando ”na roça” e foi a melhor coisa que fizemos neste momento (apesar de eu ter feito a primeira químio numa quinta-feira e mudado num sábado - #nãorecomendo#éloucuratotal). Aqui encontro a paz que preciso para me recuperar. Da primeira vez, quando eu queria fugir, fugia pra cá. Agora eu moro aqui! Piso na grama, olho pro céu, olho pro verde, abraço uma árvore, corro e brinco com meus cinco cachorros (ás vezes sete cachorros, quando meus sobrinhos de quatro patas vêm nos visitar), acordo vendo araras e tucanos passando pela minha janela, sinto o cheiro do mato molhado pela chuva, sinto o cheiro da tranqüilidade, da paz e da saúde.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

É vida que segue...

Oi, gente!!!! Ando sumida, mas estou por aqui...

Na verdade, a vida continua seguindo, firme e forte. Um sustinho aqui, outro ali, mas nada grave, nenhuma doença à vista ou algo parecido. Amém!
Quando falo em sustinhos, é que todas ás vezes que vamos fazer novos exames de controle, e se aparece “algo”, pouco suspeito ou não, sempre rola um friozinho na barriga. Não tem jeito. E assim seguimos com a vida, com dia-a-dia do trabalho, das conquistas, descobertas, das novas experiências, das alegrias e tristezas.
Mês que vêm farão 5 anos desde o diagnóstico do câncer de mama. Os exames agora estão cada vez mais espaçados. Nesse mesmo mês, faço mais uma ressonância das mamas, ecografia, e no final do ano apenas exames de sangue. De acordo com os médicos, após estes 5 anos, você tem de certa forma uma “alta”, da qual os riscos de uma reincidência se tornam cada vez mais distantes.
Na minha vida pessoal, me encontro atualmente bem feliz, trabalhando com o que gosto (meio ambiente e animais), cuidando de casa, do meu maridinho, dos meus bichos, da nossa vida, fazendo planos e mais planos (bebê provavelmente no ano que vem!). No início do ano demos uma escapadinha para o Ceará (coloquei umas fotos para deixar o blog mais bonito) e até agora nosso nome vem sendo “trabalho”.

E assim, a vida segue... linda e surpreendente!


Para as “amigas do peito” que forem vir a Brasília para o 4º ENAP - Encontro Nacional das Amigas do Peito: estou louca para conhecê-las!!!!! Que venha nosso encontro! Para quem não sabe, este encontro é promovido pelas organizadoras de um grupo no facebook entitulado de “Amigas do Peito”. O grupo é fechado apenas para pacientes e ex-paciente de câncer de mama e trata de diferentes questões relacionadas ao assunto. Acesse: https://www.facebook.com/amigasdopeitooficial?fref=ts







terça-feira, 14 de maio de 2013

Angelina Jolie: uma mulher de coragem!

O assunto hoje é: Angelina Jolie!
Já a admirava, e hoje, admiro muito mais!
Para quem não sabe ela realizou a mastectomia radical nas duas mamas, após ter feito um aconselhamento genético, que lhe mostrou as chances de desenvolver a doença futuramente. 
Muitas mulheres ficam em dúvida se devem ou não fazer essa cirurgia profilática. Aliás, já me enviaram diversos e-mails perguntando sobre o assunto. Já escrevi uma vez sobre o aconselhamento genético, quando na época, procurei uma geneticista para avaliar meu caso. Afinal, eu ainda tinha (e ainda tenho) a outra mama e um ovário (o outro foi retirado para congelamento antes das sessões de químio, mas essa é outra história). Na época eu estava preocupada com essa questão: tirar ou não a outra mama. Mas depois da avaliação com a geneticista e uma consulta com um médico do INCA, decidi não fazer o novo procedimento. 
Existem alguns exames , BRCA1 e BRCA2, que podem determinar uma predisposição ao câncer de mama e ovário. Esses exames vão avaliar se mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 sugerem a participação de fatores genéticos herdados, como pode ocorre no câncer de mama e de ovário. Segundo o site http://www.fleury.com.br/, mulheres que herdam essa mutação em uma das cópias desses genes, apresentam risco de 50% a 87% para desenvolvimento de CA de mama e 44% para CA de ovário até os 70 anos de idade. Mas os médicos só recomendam a realização deste exame em determinados casos e exigem uma série de critérios, como por exemplo, ter histórico na família de parentes de primeiro grau (mãe, filha ou irmã) de casos de CA de mama ou ovário, não ter tido filhos e amamentado, ser jovem, etc. O protocolo para um encaminhamento deste exames seria de 20% , e na avaliação da minha médica o meu ficou em torno dos 7%. Então, no meu caso, este exame não foi recomendado.
O fato de eu ser jovem, não ter tido filhos e amamentado contribuiu para essa porcentagem de 7%. Pois, depois da cirurgia profilática, pode-se perder a sensibilidade das mamas e além disso, ainda quero ser mãe e se Deus quiser, amamentar meu filho, com uma mama mesmo..rsrs... Outro detalhe importante, e que talvez muita gente não saiba, é que não basta retirar apenas as duas mamas em uma caso como esse. Os ovários também precisam ser retirados. As mamas e os ovários, hormonalmente falando, estão ligados, e para diminuir as chances de desenvolver a doença, seria necessária a intervenção cirúrgica neles também. 
A matéria completa, com o texto da própria Angelina, segue no link abaixo:
Muito corajosa essa mulher! Tirei o chapéu!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Minha cachorrinha Tucha

2013.... Mas um ano chega, graças a Deus! Porém, o meu não começou tão bem, pois desde o fim do ano passado vinha passando por momentos delicados, mas só que dessa vez com a minha cachorrinha, Tucha. O corpinho da minha princesinha não resistiu aos efeitos dessa doença terrível e parou de funcionar no último domingo. Ela viveu 14 anos, estava idosa e teve uma parada cardiorrespiratória devido a problemas relacionados ao câncer, que começou na mama e depois partiu para um mastocitoma na pata posterior. Ela chegou a fazer uma cirurgia em julho do ano passado e vinha ultimamente fazendo sessões de quimioterapia. Ao todo foram três. As sessões eram para diminuir o tumor, para depois analisar a possibilidade de uma outra cirurgia. Quando iniciou todo esse processo de doença com minha Tuchinha, fiquei muito triste. Não queria vê-la sendo consumida por uma doença desse gênero e queria fazer o que fosse possível para dar qualidade de vida para ela, sem sofrimento. Ainda não sei se fiz certo ou errado, mas se errei foi tentando acertar. As químios nos caninos são menos ofensivas do que nos humanos. Os efeitos colaterais são mínimos e dependem de raça para a raça. Nós suportamos doses muito mais concentradas e fortes. Para eles o objetivo sempre é a qualidade de vida, pois a cura muitas vezes é difícil. Mas sou daquelas que acredito que todo esforço pelos nossos bichinhos são necessários. Sou protetora assumida e faço o que for para vê-los bem e felizes. Pois, esses bichinhos, que são considerados “irracionais” e agem melhor do que muita gente por aí, somente nos oferecem carinho, lealdade, amizade, alegria, companheirismo e amor incondicionalmente. Sou do tipo que não consegue viver sem um bichinho por perto e a alegria que eles nos proporcionam durante suas curtas vidas, compensam toda dor que sentimos quando estes partem, que é inevitável. Estou em uma tristeza só, pois cada canto da casa que vejo, todo episódio da minha vida que eu lembro nesses últimos 14 anos, ela estava presente, sempre ao meu lado. Estou encontrando forças para superar essa perda, no meu outro filhotito, o Zion, que parece sentir minha tristeza e toda hora vem querer brincar ou apenas me dar um consolo por meio de uma lambida no meio da cara...




Só tenho a agradecer todos os momentos que passamos juntas. Obrigada, minha Tuchinha! Obrigada por todo amor incondicional!!!! Te amo, minha linda, para sempre!!!!! Vc seguirá no meu coração!!!! Espero sim... que um dia possa eu encontrar vc e todos os outros seus irmãozinhos que já se foram...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Depoimento para Revista Ponto Cirúrgico - Saúde & Estética

Caras (os) amigas (os),

segue link da Revista, para quem tiver interesse:

http://www.revistapontocirurgico.com.br

O depoimento (que trata principalmente sobre reconstrução da mama) está na página 27.

Bjos!

domingo, 4 de novembro de 2012

Reconstrução da mama: tatuagem da aréola e mamilo

Mudança de planos! Nada de enxertos ou bolinhas de silicone no momento. Partimos para a tatuagem da aréola e mamilo antes de fazermos o procedimento de projeção deste último. Meu cirurgião plástico achou melhor fazermos a tatuagem antes, pois todos os procedimentos para a projeção do mamilo apresentavam (no momento) algum problema para mim. Por enquanto é só tatuagem, depois pensamos no resto.
 
Pois é, fui lá e fiz. A boa notícia é que eu A-DO-REI e RECOMENDO! Fiz com uma profissional que só trabalha com reconstituições e foi indicada pelo meu médico (trabalham juntos há mais de 20 anos). Para quem mora em Brasília e nas redondezas é uma boa opção e eu super a recomendo. Talvez até ela atenda em outros lugares do Brasil, pois viaja bastante... Quem quiser o contato, basta enviar-me um e-mail (diariocancerdemama@gmail.com). Ela não faz tatuagens gerais, apenas de reconstruções.
 
O fato de fazer a tatuagem significou bastante e já mudou muito minha autoestima. Quando me olho no espelho e vejo que tenho novamente “meu seio” de volta (pelo menos a cerca de 1 metro de distância do espelho.....rsrs), dá uma sensação muito boa. Consegui me achar muito mais bonita e até ajudou a namorar mais meu maridinho. Fiquei bastante feliz apenas com a tatuagem. E olha que nem finalizei ainda... Queria ter coragem de mostrar a foto aqui assim que ficar pronta... Quem sabe? rsrs.... Mas acho que meu marido não vai deixar eu ficar “pagando peitinho” por aí... rsrsrs....
 
Como a pele não é mais a mesma, na maioria das vezes é feito um retoque, talvez dois, caso seja necessário. Fiz apenas um retoque e estou na fase da cicatrização. Ainda voltarei lá em dezembro para ver se precisará de mais um retoque e ainda faremos uma pequena tatuagem para tampar a cicatriz de ficou com a retirada da aréola e do mamilo, que fica bem próxima a reconstruída. Seria como um contorno na parte de cima da aréola reconstruída. Estou à procura de modelos. A Sônia (tatuadora) nem gosta de fazer tatuagens gerais, mas minha mãe pediu com tanto carinho e com um jeitinho especial que ela não resistiu e aceitou fazer minha tatuagem na cicatriz. O bom é que ela usa anestesia local, o que ajuda no sentindo de não sentirmos dor. A dor é somente da anestesia e nas primeiras horas após o procedimento.
 
Depois de finalizada venho aqui contar como ficou... Paz, luz e saúde para todos!!!!!
 
 
Alguns exemplos da internet (google imagens):
 




 
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Rumo ao fim da reconstrução mamária


Depois de alguns meses, cá estou eu de volta.... Graças a Deus tudo continua nos conformes e espero continuar assim. Fiz exames de controle nos últimos meses e está tudo OK. Consultei-me novamente com minha oncologista e depois com meu mastologista. Refiz vários exames, inclusive a mamografia, que depois de colocar as próteses achei que não a faria mais. Pois é, estava enganada. Aliás, a mama mastectomizada também deve ser mamografada, a fim de pode detectar “coisas” que os outros exames, como ecografia e ressonância não mostram. De acordo com meu médico, na maioria das vezes restam vestígios de tecidos mamários e a mama nunca é 100% removida. Por isso, a prevenção nas duas mamas deve continuar sempre. Todo cuidado é pouco. Inclusive, ele me deixou até um pouco com medo e lembrou que meu CA era bastante agressivo e que três anos passados sem reincidências representava muito, afinal, nesse período de tempo as chances de recidivas são maiores. Fiquei apreensiva, mas muito feliz! Melhor ainda é passar dos cinco anos, período no qual as chances de sobrevida aumentam muito mais.

Riscos à parte, a vida continua... E a novela da reconstrução definitiva da mama também. Estou me preparando para fazer outro procedimento em relação à reconstrução do mamilo. A princípio seria um procedimento cirúrgico simples, do qual retirar-se uma pequena quantidade de gordura da região lateral do abdômen e faz-se um enxerto na mama para reconstruir o mamilo. Esta técnica é um pouco diferente. Pesquisei na internet, mas não encontrei muitas repostas sobre ela. Pedi ao meu médico que me mostrasse alguns exemplos antes de fazer o procedimento. A primeira ideia seria a de colocar uma pequena bolinha de silicone por baixo da pele, mas ele ficou com medo de não “pegar”. Os outros tipos mais comuns de reconstrução do mamilo são o enxerto de tecido do mamilo do lado bom ou utilização da própria pele do local onde será reconstruído. Estou um pouco apreensiva como sempre. Todo novo procedimento é sempre um desconhecido. Mas confio no meu médico e sei que ele fará o que for possível para ficar legal. Na verdade, sempre ficamos apreensivas com todos esses novos procedimentos, mas temos que arriscar, pois nem sempre o que é bom para uma é bom para outra. Lembremos sempre que cada caso é um caso e todos dependem de vários fatores que devem ser avaliados pelo médico, como: tipos de reconstrução mamária (expansor, retalhos, próteses, etc.), condições locais da pele, músculos, possíveis áreas doadoras e/ou outras condições pessoais de cada paciente. Bem, se tudo der certo, acredito que na semana que vem eu faça este procedimento e seja o que Deus quiser. Como já disse várias vezes, quero acabar com esta “novela” de reconstrução e tocar a vida pra frente. Apesar da positividade e da forma como vejo a doença, confesso que a mastectomia afetou sim um pouco da minha “identidade” feminina, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico. Tento não pensar muito, lembrar sempre que existem pessoas que passam por situações piores e seguir em frente, mas sem dúvida, a reconstrução definitiva auxiliará na recuperação total dessa autoestima.

Queria falar aqui também sobre um lindo projeto que conheci pela internet, de um fotógrafo americano chamado David Jay, que fotografou várias mulheres mastectomizadas entre 18-35 anos. The Scar Project – Breast Cancer is Not A Pink Ribbon, nome dado ao projeto, priorizou esta faixa etária para chamar atenção aos recentes casos descobertos de câncer de mama em mulheres mais jovens, além de divulgar, levantar fundos para a pesquisa do câncer de mama e ajudar as pacientes a se verem por “um outro ângulo”. As palavras do próprio David Jay explicam perfeitamente sobre este lindo projeto: "Para estas mulheres jovens, tendo seu retrato tirado parece representar a sua vitória pessoal sobre esta doença terrível. Isso as ajuda a recuperar a sua feminilidade, sua sexualidade, identidade e poder, depois de ter sido roubada uma parte importante delas. Através dessas imagens simples, elas parecem ganhar alguma aceitação do que aconteceu a elas e ganham força para seguir em frente com orgulho." Achei incrível! Realmente mostra que o câncer de mama não é apenas um laço rosa. A realidade vai além... Lindas e emocionantes imagens! Vale a pena conferir!
 Inté!